Curta feito por Cavi Borges e Christian Caselli, que presta uma homenagem à atriz e diretora Helena Ignez.
Esse filme tem muitas similaridades com o de Eunice Gutman, por querer falar sobre a carreira de mais uma mulher forte do cinema. Mas nesse caso os diretores acertam mais, em minha humilde opinião. Eles mesclam as participações de Helena Ignez em filmes, com vários de seus trabalhos de direção e também com entrevistas, o que torna o trabalho mais rico de conteúdo.
Essa sensação se amplia ainda mais quando paro pra pensar que eu já conhecia Helena Ignez pelos filmes de Rogério Sganzerla, e sabia que ela tinha feito muitas outras coisas das quais ainda não consegui assistir. E ver isso tudo, com suas falas, me construiu um imaginário maior do que de Eunice Gutman. No caso da segunda diretora, até fiquei interessado em seus filmes, mas já me satisfiz com os trechos passados.
Com Helena, fiquei encantado com sua postura e suas ideias, e já anotei tudo que perdi como tarefa para assistir mais tarde, como falha de caráter de não ter assistido antes. Helena! Cinema! (2026) me fez eu me sentir errado por não ter continuado assistindo tudo que ela fez. E vou assistir tudo e escrever sobre aqui, aguardem!
Michael Renzetti é o criador do Perigoso Divino Maravilhoso. Um pseudo-escritor e comentarista do cinema brasileiro, com formação crítica construída em cursos realizados na Escola Livre de Cinema, Cinética, CineCuti, entre outros, onde aprofundou seus estudos em teoria, análise fílmica e pensamento cinematográfico. Penetra em importantes festivais do país — como o CineBH, a Mostra de Tiradentes, a CineOP e o Olhar de Cinema — desenvolveu um olhar atento ao audiovisual nacional, articulando repertório acadêmico e vivência de circuito.

