Defloradas (2025)

Crítica: Defloradas (2025)

Cobertura CineOP 2026 — PDM

Curta feito por Luísa Reis, que mostra, através de arquivos policiais da Primeira República (entre 1889 e 1930) sobre exames médicos realizados em jovens mulheres da época, uma história do tempo de violência contra a mulher. 

A ideia desse filme é matadora. Luísa pega documentos da polícia sobre mulheres que perderam sua virgindade antes do casamento, ou seja, foram “Defloradas”, e lê cada um deles na tela, junto com imagens caseiras ou jornalísticas de mulheres do início do século XX. Apenas a justaposição desses dois itens na tela já nos conta toda uma história da violência da mulher no Brasil. 

É um filme feito com perfeição, que consegue passar sua mensagem de forma absurdamente clara sem precisar de nenhuma entrevista, um narrador, alguém pra te contar nada. Só dá gente ver o que objetivamente foi colocado no papel da época já deu pra construir na cabeça toda uma imagem do que as mulheres sofriam, e construir também toda uma linha até os dias de hoje.

É um clássico caso de filme que usa perfeitamente seu meio. Defloradas (2025) tem o tamanho perfeito, é excelente como curta, te passa tudo que você precisa nos sete minutos de projeção. Claro, sempre pode-se produzir um longa sobre o assunto, com entrevistas, narração, mais conteúdo histórico, mas aí se transforma num outro filme, com outra pegada, e talvez se torne menos eficiente.