Curta feito por Marco Aurélio Correa, que conta a jornada de uma criança que vai ao cinema pela primeira vez, que narra suas percepções sobre a sétima arte.
Esse filme se destacou muito entre todos que assisti na Mostra Infâncias por se tratar de uma obra muito mais coesa e robusta que as outras. Marco Aurélio tem muita vivência de cinema, contração de histórias, e trabalha muito com a educação infantil, pelo que fucei das redes sociais dele.
Então realmente, como curta, construção de uma narrativa, Matutinho ganha fácil. Ainda mais por falar de cinema, de Brasil, de jovens pobres se conectando a histórias incríveis e de nosso GOAT Nelson Pereira dos Santos, com Rio, 40 Graus.
Mas, pensando no viés da inventividade, em como crianças nos contam histórias de formas mais divertidas com sua falta de entendimento das regras do cinema e sua imaginação fértil, acho que Matutinho se destaca também (e aí negativamente) por não participar dessa experimentação da linguagem cinematográfica por parte das crianças. É uma bela obra, mas comum, comparado à maluquice divertida que vimos antes.
Michael Renzetti é o criador do Perigoso Divino Maravilhoso. Um pseudo-escritor e comentarista do cinema brasileiro, com formação crítica construída em cursos realizados na Escola Livre de Cinema, Cinética, CineCuti, entre outros, onde aprofundou seus estudos em teoria, análise fílmica e pensamento cinematográfico. Penetra em importantes festivais do país — como o CineBH, a Mostra de Tiradentes, a CineOP e o Olhar de Cinema — desenvolveu um olhar atento ao audiovisual nacional, articulando repertório acadêmico e vivência de circuito.

